O 28.º Festival do Rio terminou no domingo, 11 de outubro de 2026, com a entrega dos troféus Redentor no Cine Odeon, na Cinelândia. Ao longo de onze dias, o evento exibiu 101 longas e curtas brasileiros, 45 deles em competição oficial.

Na Première Brasil, a mostra principal, «A Margem do Rio», de Enock Carvalho e Matheus Farias, arrecadou cinco prémios: melhor longa de ficção, fotografia, som, um prémio partilhado de atriz secundária para Renna Costa, Artia e Ísis Broken, e o prémio Felix, dedicado ao cinema LGBTQIA+. Gabriel Martins venceu realização e argumento com «Vicentina Pede Desculpas», que também recebeu o prémio do público para ficção. «Elza», de Eryk Rocha, sobre a cantora Elza Soares, foi considerado o melhor documentário.

O prémio de melhor atriz foi partilhado por Isabel Teixeira («Diário do Fogo») e Grace Passô («A Professora de Francês»). Passô torna-se a primeira mulher a receber este Redentor três vezes, depois de 2017 e 2023. Victor di Marco foi eleito melhor ator por «LONDON». O prémio especial do júri foi para «O Filho da Puta», o primeiro filme de animação a obtê-lo.

O júri foi presidido pela espanhola Esther García, produtora executiva da El Deseo, empresa de Pedro Almodóvar. Na mostra Novos Rumos, «Não Estamos Sonhando», de Ulisses Arthur, tornou-se o primeiro longa de Alagoas a competir e a vencer no festival.